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quarta-feira, 26 de abril de 2017

A Castanha do Pará na TV Aparecida



No próxima semana estaremos na TV Aparecida no programa "Santa Receita" apresentado por Claudete Troiano, para gravar uma entrevista a respeito do lançamento do meu livro "A Castanha do Pará na Amazônia: Entre o extrativismo e a domesticação". A mesma também contará com a participação da nutricionista Patrícia Palandi que irá falar sobre a castanha-do-pará na alimentação. 
Atenção, a entrevista irá ao ar no dia 4 de maio próximo (quinta-feira) às 15 horas. A TV Aparecida é sintonizada em todo o Brasil por antena parabólica e também através dos seguintes canais por assinatura: Net 195, Sky 178 e 374, entre outros. Em São Paulo e na Grande São Paulo pelo canal digital 41.1. 
Convido a todos a verem a entrevista e a prestigiarem o programa, que traz dicas e informações sobre saúde, culinária, artesanato e assuntos do cotidiano, com a apresentadora Claudete Troiano, conhecida por gerações de telespectadores e que dispensa apresentações.
Aguardo todos vocês...

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Anúncio Antigo 45: Curativos Band-Aid



Caro leitor, eis mais um produto que as guerras ajudaram a aperfeiçoar para o uso em nosso cotidiano. Mas, neste caso específico, o mesmo já era comercializado antes da eclosão da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). De acordo com o escritor Marcelo Duarte em seu "O Livro das Invenções" (Cia. das Letras, 1997) tudo começou com uma jovem "dona de casa" (termo um tanto quanto fora de moda, mas enfim) Josephine Dickson, que dava os seus primeiros passos como "rainha do lar" (outro termo que hoje não é muito apropriado) e que vivia machucando as mãos com cortes ou queimaduras. Coincidentemente, o seu marido Earle Dickson trabalhava na maior fabricante de curativos cirúrgicos dos Estados Unidos, a conhecida multinacional Johnson & Johnson. 
O esposo de Josephine sabia mais do que ninguém como fazer curativos. O problema era quando ele não se encontrasse em casa para socorre-la, caso se machucasse. Foi então que Dickson teve a ideia de deixar curativos prontos para Josephine utiliza-los. Para isso, o prestativo esposo fez várias combinações tentando juntar a gaze com o esparadrapo, a fim de que sua esposa pudesse colocar o curativo com apenas uma das mãos. Primeiro ele esticou um pedaço de esparadrapo sobre a superfície da mesa deixando o lado adesivo para cima, dobrando em seguida um pequeno pedaço da gaze e colocando-o bem no meio do esparadrapo. O problema era deixar o esparadrapo aberto por muito tempo, pois a superfície adesiva poderia secar. Dickson testou vários tecidos para recobrir a fita adesiva e acabou encontrando a crinolina, parecido com o cetim e que se adaptou muito bem. Para utilizar o curativo bastava Josephine remover a crinolina e cobrir o corte. 


Earle Dickson (foto acima) apresentou a ideia aos executivos da companhia e estava lançado o curativo de primeiros socorros Band-Aid. Até 1920 o produto era comercializado sem esse nome. W. Jonhson Kenyon, superintendente da já citada indústria, sugeriu o nome bandaid, da junção de band (faixa) e aid (socorro ou ajuda). Aliás, Dickson progrediu na empresa e chegou a vice-presidente, cargo que ocupava quando se aposentou em 1957. Em 1933, a Johnson & Johnson veio para o Brasil trazendo o curativo Band-Aid e o Band-Aid líquido, vendidos inicialmente para hospitais. Em 1947, portanto logo após à Segunda Guerra onde foi utilizado em larga escala, o produto foi lançado para vendas diretas ao consumidor.  O nome band-aid passou a ser referência para qualquer tipo de curativo, da mesma forma que aconteceu com outras marcas como Gillette, Xerox e Jeep. Em outros lugares, esse mesmo tipo de curativo é conhecido como emplastro. 
A Anuncio Antigo de hoje foi publicado na revista "O Cruzeiro" de 11 de outubro de 1958, página 10. Ah, por razões técnicas tive de fazer um corte no chuveiro que estava na parte superior do anúncio. Isso porque o Band-Aid, entre outras qualidades "não solta n'água"...
Foto de Earl Dickson:
https://www.kilmerhouse.com/2008/09/how-to-use-a-band-aid-brand-adhesive-bandage





segunda-feira, 17 de abril de 2017

Mapa-Múndi Medieval




O mapa acima foi confeccionado no ano de 1220 por um padre espanhol, mas o detalhe interessante vai além disso. Trata-se de uma cópia de outro mapa mais antigo, do século VIII da nossa era, ou seja, da Alta Idade Média dos tempos do Império Carolíngio (fundado por Carlos Magno). A observação do mesmo não deve se ater aos aspectos relativos ao grau de precisão, embora isso também possa ser discutido e analisado, mas sim para a simbologia que transparece no mesmo, reveladora da mentalidade profundamente influenciada pelo pensamento cristão da época. 
Na imagem do mapa (acima) aparecem vários números (sobrepostos nos tempos atuais, claro), que indicam os locais de referência fundamentais do cristianismo para aqueles que se dispusessem (ou tivessem a rara oportunidade) de ver de perto o mapa naqueles tempos. Se o caro leitor clicar sobre a imagem poderá observar esses números com maior nitidez. Também a indicação do ponto Norte aparece em uma sobreposição moderna (na parte superior esquerda do mapa). Vamos lá?

1. Localização do Jardim do Éden. Conforme descrições da Bíblia o ambiente natural onde teriam vivido Adão e Eva (os quais, aliás, aparecem no desenho) estaria localizado nas proximidades da antiga Mesopotâmia (Iraque atual) e o mapa parece coerente com tal concepção.
2. A cidade de Jerusalém. Era muito comum nos mapas medievais Jerusalém estar representada no centro do mundo. Por razões óbvias é a referência maior da cristandade em termos geográficos, lugar onde Jesus Cristo foi crucificado, mas também cidade sagrada para os judeus e muçulmanos. 
3. O mar Mediterrâneo. Aqui ele está representado como se fosse um canal. Como sabemos, o mesmo é o berço das grandes civilizações ocidentais e não poderia deixar de ser mostrado.
4. O rio Nilo. Se o leitor olhar com atenção, o delta (foz) do rio também está representado. Um detalhe, as nascentes do mesmo, motivo de controvérsia até a era do imperialismo europeu na segunda metade do século XIX, são representadas (erroneamente) como sendo localizadas na atual Etiópia. 
5. A antiga península do Hindustão ou atual Índia, em uma proporção muito menor do que de fato é.
6. O continente africano. 
7. Constantinopla. Como se sabe, essa cidade era, na época em que o mapa foi concebido (e também copiado) capital do Império Romano do Oriente ou Império Bizantino. Fundada pelo imperador Constantino (que foi o primeiro governante romano a se converter ao cristianismo), atualmente é a cidade mais importante da Turquia (com o nome de Istambul).
8. E claro, Roma. Apesar do desaparecimento definitivo do Império Romano do Ocidente no século V e da cidade ter sofrido um forte decréscimo populacional no milênio medieval, Roma abrigava a autoridade do bispo superior da cristandade: o papa. Tornou-se também a sede dos territórios da Itália central que estavam sob sua jurisdição: os Estados Papais. 

Bem, existem outros pontos importantes que estão localizados no mapa, como por exemplo, a Babilônia, a Judeia (atual Israel e territórios palestinos), a península da Anatólia (atual Turquia), a Gália (atual França) e a península Ibérica (onde hoje estão Portugal e Espanha) na parte inferior do mapa. O mundo era concebido como uma massa plana e cercada de água. Evidentemente, a América, boa parte da Ásia, a Oceania e a Antártida não estão registrados. A cartografia não está imune a fatores religiosos, ideológicos e políticos. Não é técnica pura, como podemos observar neste exemplo. 
Crédito da imagem: The Life Millennium: The 100 most important events & people of the past 1,000 years. Life Books: New York, 1998, p. 9. 

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Entrevista sobre a Castanha-do-Pará na Rádio Unesp FM


Aos que acompanham a página do blog História Mundi é com grande satisfação que envio-lhes o áudio da minha entrevista para o programa Perfil da Rádio Unesp FM onde falo sobre o livro "A Castanha do Pará na Amazônia: Entre o extrativismo e a domesticação". 
O link para o mesmo é: 
http://podcast.unesp.br/perfil-13042017-jose-jonas-almeida-entrevista-2741

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Imagens Históricas 22: Rua Libero Badaró






"Morre um liberal, mas não morre a liberdade!" Costuma-se afirmar que o médico e jornalista Libero Badaró teria dito essa frase momentos antes de morrer, vítima de um tiro disparado à queima-roupa na antiga rua de São José, que se tornou depois rua Libero Badaró, no centro da cidade de São Paulo. Nessa mesma rua (acima, a rua durante o dia e à noite, em fotos tiradas por autor desconhecido em 1931) o jornalista, de origem italiana, fixou residência após vir morar no país. O crime é considerado como o primeiro atentado contra a liberdade de imprensa na história do Brasil. Para variar, os seus autores não foram punidos! Algo normal em se tratando da sociedade brasileira tradicional, ainda mais quando o principal acusado pelo crime era o desembargador-ouvidor Candido Ladislau Japi-Assú. O tempo de 24 horas transcorridos da emboscada armada contra o jornalista até a sua morte foram suficientes para que Libero Badaró denunciasse o autor do disparo, o imigrante alemão Henrique Stock e o mandante do crime, o citado desembargador. 



O crime teve repercussões políticas que respingaram na figura do então governante do Brasil, o imperador D. Pedro I (na imagem acima, em uma gravura de 1830 por Henri Grevedon), uma vez que Badaró havia feito apologias em seu jornal a respeito da queda do rei francês Carlos X, exaltando os paulistanos a comemorarem o evento. Como se sabe, o rei francês tentou restaurar o velho absolutismo, o que provocou uma violenta reação da população parisiense na Revolução Liberal de 1830, levando à deposição do mesmo. Inevitável a associação que os liberais aqui no Brasil faziam do rei francês com o nosso então imperador. O próprio cortejo fúnebre de Libero Badaró já era uma demonstração da repercussão política do fato, tomando ao todo a distância de 1,2 quilômetros que separava a residência do jornalista e a Capela da Ordem Terceira do Carmo, no antigo centro da cidade de São Paulo, que tinha algo em torno de 10 mil habitantes. 
Giovanni Battista Libero Badaró nasceu em 1798, em uma vila próxima à cidade de Gênova no que atualmente constitui a Itália (na época o país ainda não era unificado). O pai também era médico e tinha uma imensa biblioteca. Badaró estudou em Gênova e Bolonha, formando-se em medicina no ano de 1825 pela Universidade de Turim. Logo em seguida viajou e em 1826 desembarcou no Brasil. Embora fosse jovem, aparentava ser mais velho com as suas longas suíças (costeletas) e óculos arredondado. O médico foi atraído a este país, que há pouco se tornara independente de Portugal sendo governado por um imperador tido como liberal, mas que governava com uma Constituição imposta por ele mesmo. 
No Rio de Janeiro, Libero Badaró fez amizade com outro jornalista, o liberal Evaristo da Veiga, que fazia oposição ao avanço das forças conservadoras que começaram a se aglutinar em torno de D. Pedro I, como por exemplo, o chamado "partido português", que como o nome indicava, era representado pela colônia lusitana, que ainda era influente politicamente. À medida em que se isolava dos políticos brasileiros, D. Pedro assumia uma postura cava vez mais autoritária, na visão da oposição.



Em 1828, Libero Badaró chegou a São Paulo, onde a onda conservadora se tornava cada vez mais forte e truculenta (no documento acima, na parte inferior direita, a assinatura de Badaró). O governador era o bispo Dom Manoel Joaquim Gonçalves de Andrade, que ocupava o cargo de forma interina. O comandante de armas era o Coronel Carlos Maria de Oliva e o chede do judiciário era o desembargador e ouvidor Candido Ladislau Japi-Assú, que logo tornou-se inimigo de Badaró. Por outro lado, a cidade, ainda provinciana, começava a reunir um núcleo de tendências mais liberais formados pela pequena burguesia, por estudantes da Faculdade de Direito do Largo São Francisco e pelos integrantes da Câmara Municipal. 
Em 23 de outubro de 1829, Badaró lançou o pequeno jornal "Observador Constitucional", um bissemanário de quatro páginas e que era impresso nas oficinas de outro jornal, "O Farol Paulistano", de José da Costa Carvalho, futuro regente do Império. O tabloide de Libero Badaró tornou-se uma espécie de canal de comunicação da oposição ao grupo conservador, que estava abrigado no poder. Em função disso, o jornalista italiano era mal visto junto a esse grupo, tanto que os seus amigos mais próximos recomendavam que ele não andasse sozinho pelas ruas da cidade, sobretudo durante a noite. 



No dia 20 de novembro de 1830, exatamente à noite, Libero Badaró voltava para a sua casa na rua São José, número 17, sozinho... (na plano urbano acima, do século XIX, o número 17 aponta o local onde morava Badaró). Aproximadamente entre as 10 e meia e 11 horas da noite, o jornalista notou dois homens sentados perto de sua casa. Os homens se levantaram, se aproximaram de Badaró e perguntaram:
- O senhor é o doutor João Baptista Badaró? O jornalista respondeu:
- Sim! 
Em seguida os dois indivíduos disseram:
- Estamos aqui da parte do ouvidor... 
Logo na sequência, antes que Badaró começasse a retrucar, o mesmo sentiu em sua barriga o impacto de um tiro. Os ferimentos internos foram gravíssimos e o jornalista passou 24 horas em terrível agonia, mas que foi o tempo suficiente para que um juiz o interrogasse. Badaró relatou que o indivíduo que atirou tinha sotaque alemão e de que o mandante teria sido o desembargador-ouvidor Candido Ladislau Japi-Assú. Uma testemunha, nada mais nada menos do que o escrivão da ouvidoria, relatou que ouviu o próprio desembargador jurar matar o jornalista. Na verdade, como se soube depois, o crime foi cuidadosamente planejado, sendo contratados o tenente Carlos José da Costa e o alemão Henrique Stock, vindos do Rio de Janeiro, especialmente para serem os executores do jornalista. 



Na manhã do dia 21 de novembro de 1830, Libero Badaró faleceu (na imagem acima, o jornalista em seu leito de morte, em uma gravura de Hercole Florence). A morte do jornalista teve repercussão rápida na pequena São Paulo de 1830 e logo os autores do crime foram detidos. O ouvidor-desembargador Japi-Assú teve que se refugiar na casa do comandante militar até ter a sua saída negociada com as lideranças da província de São Paulo, entre elas o futuro regente e padre Diogo Antônio Feijó. A pretexto de que a sua integridade física estava ameaçada e de que teria foro privilegiado, Japi-Assú foi levado para a Corte do Rio de Janeiro, onde permaneceu sob escolta até o julgamento. 
Aquele que foi acusado de ser o autor material do crime, o alemão Henrique Stock foi julgado em São Paulo e condenado. Contudo, diante da absolvição de Candido Ladislau Japi-Assú pelos seus pares no Rio de Janeiro, o alemão obteve uma apelação e também foi absolvido em 1831. Ou seja, o crime ficou impune. 


Como afirmamos anteriormente, Libero Badaró é tido como o primeiro jornalista assassinado em nosso país em virtude de seu ofício. Em 1889 a urna com os seus restos mortais foi transferida da Capela do Carmo para o Cemitério da Consolação, também na capital paulista, onde se encontra atualmente, podendo ser visitada por qualquer cidadão (foto acima).
Bem, após a morte de Libero Badaró a posição política do imperador Dom Pedro I começou a se deteriorar. O monarca perdeu a sustentação interna entre os líderes políticos brasileiros. A rivalidade entre portugueses (pró D. Pedro) e nacionais (contra) chegou a ganhar as ruas, em episódios como "A Noite das Garrafadas" em 1831. Diante da iminência de uma rebelião das tropas, D. Pedro I abdicou (renunciou) ao trono do Brasil em 7 de abril de 1831. Para muitos o verdadeiro dia da nossa independência, uma vez que deixava o país o ultimo governante português. D. Pedro retornou a Portugal para uma luta contra o seu próprio irmão, D. Miguel, pelo trono português. E o curioso, comandando as forças liberais! O ex-imperador do Brasil levou a melhor e se tornou D. Pedro IV, rei de Portugal. D. Pedro teria dito na época: "é melhor ser quarto em Portugal do que primeiro no Brasil". Tal afirmação nunca foi confirmada, mas é preciso destacar que os liberais lançaram muitas criticas a D. Pedro, as quais nunca tiveram confirmação de fato, como a ideia de promover uma nova união com Portugal sob a sua liderança. Deve-se lembrar também que o primeiro governante do Brasil foi um inimigo da escravidão e defendia a sua extinção, algo que, na época, ia contra os interesses dos grandes proprietários. A figura de D. Pedro talvez mereça uma revisão histórica. 
Quase um século depois, em 7 de abril de 1908 foi fundada a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a data passou a ser comemorada como o "Dia do Jornalista". Libero Badaró deve ser lembrado não apenas como um cidadão que fazia oposição a um governo autoritário, mas também como um homem que o fez dentro de suas convicções e sem subterfúgios. Pagou com a própria vida por sua integridade.
Esta pequena postagem utilizou muitas informações de um texto escrito por Carlos Alves Muller da Associação Nacional dos Jornais e doutor em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília (UnB), que foi publicado no jornal Gazeta do Povo em 19.11.2010. O link para o artigo é:
http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/ha-180-anos-libero-badaro-era-assassinado-10dsqhyy4db5fgoik4wwj94r2
Crédito das imagens: 
Fotos da rua Libero Badaró de 1931:São Paulo: de vila a metrópole. São Paulo: Folha de S. Paulo, 2012, pags. 44 e 45. 
Fotos da assinatura de Libero Badaró e do mapa assinalando o antigo local de sua residência: livro Libero Badaró de Augusto Goeta. Disponível em: 
http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/badaro.html
Túmulo de Libero Badaró no cemitério da Consolação:
http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/ha-180-anos-libero-badaro-era-assassinado-10dsqhyy4db5fgoik4wwj94r2
Imagens de D. Pedro I e Libero Badaró: D. Pedro I de Isabel Lustosa. Série perfis brasileiros. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. 


sábado, 8 de abril de 2017

O livro "A Castanha do Pará na Amazônia" no site História Hoje



Um comentário sobre o meu livro "A Castanha do Pará na Amazônia" está no site História Hoje da jornalista Márcia Pinna Raspanti e da historiadora Mary Del Priori. Aproveito para deixar a todos os meus seguidores e leitores o convite para o lançamento (imagem acima).
Não deixem de ver o artigo e o próprio site que é excelente. 
O endereço é:
http://historiahoje.com/castanha-do-para-da-amazonia-para-o-mundo/?fb_action_ids=1478737645532747&fb_action_types=news.publishes

terça-feira, 4 de abril de 2017

O Livro "A Castanha do Pará na Amazônia": Destaque na Mídia





O "Jornal da USP" desta semana traz com grande destaque o lançamento do meu livro "A Castanha do Pará na Amazônia: Entre o extrativismo e a domesticação". A matéria do jornalista Denis Pacheco ressalta como a castanha-do-pará conquistou o gosto do público inglês e norte-americano desde o final do século XVIII até hoje, sendo conhecida como Brazil nut. As dificuldades para a extração da mesma na floresta amazônica; os vários usos dados ao produto, sobretudo na confecção de doces e na culinária de modo geral; as campanhas publicitárias (imagens acima) promovidas pela Brazil Nut Association, associação criada em 1934 pelos importadores norte-americanos para divulgar a castanha junto ao público e as donas de casa nos Estados Unidos e o desmatamento nas bordas da Amazônia, que prejudicou a produção e tirou do Brasil a condição de maior exportador (que hoje pertence à Bolívia). Repleto de imagens e fotos que foram selecionadas especialmente para a matéria, a reportagem ajuda a divulgar uma das maiores riquezas naturais da Amazônia.
O link para o mesmo é:
http://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/direto-da-amazonia-livro-revela-como-a-castanha-do-para-ganhou-o-mundo/
A matéria também pode ser acessada por meio da página inicial do jornal "O Estado de S. Paulo" de hoje (dia 4 de abril):
http://www.estadao.com.br/