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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Programa Conexão Futura: Castanha do Pará



Caros leitores e amigos, ontem foi ao ar o Conexão Futura (exibido no Canal Futura da Fundação Roberto Marinho) que teve como tema a castanha-do-pará (ou castanha do Brasil) e a apresentação do meu livro "A Castanha do Pará na Amazônia: Entre o extrativismo e a domesticação" publicado pela Paco Editorial. O programa apresentado por Eli Benício (na foto acima, à direita), teve este que vos escreve como convidado, a especialista da Embrapa Lucia Wadt (na foto, à esquerda) e a nutricionista Bruna Lyrio (em um link especial). 


Na entrevista foram abordados aspectos relacionados à história do produto (na foto acima, a castanha sem casca e com casca); o início da sua comercialização; a difícil e arriscada coleta da castanha na floresta amazônica; o êxito do produto no exterior (com o nome de Brazil nut); as qualidades nutrientes da amêndoa; o processo de domesticação da castanheira (um trabalho de décadas dos engenheiros agrônomos da Embrapa) e, infelizmente, a informação trazida por Lucia Wadt de que hoje o Brasil caiu para o 3º lugar como produtor da castanha amazônica, atrás da Bolívia e do Peru. Trata-se de algo lamentável, tendo em vista principalmente o fato do Brasil ter a maior porção territorial da Amazônia sul-americana. O país demorou para ampliar o processo de beneficiamento da amêndoa, mantendo a exportação com casca, o que aumenta a chance de contaminação por aflatoxina (uma toxina cancerígena quando absorvida em grande quantidade e que pode estar presente também no amendoim). O mercado europeu impôs nas ultimas décadas várias restrições ao consumo da castanha com casca, situação que foi bem aproveitada pelos competidores bolivianos que ampliaram as usinas de beneficiamento. 


No Conexão Futura tivemos também a oportunidade de mostrar imagens inéditas sobre a castanha, a exploração do produto e material de propaganda divulgado no exterior (livros de receitas, anúncios em jornais e revistas) que ajudaram o telespectador a conhecer um pouco mais a respeito desse produto. Por exemplo, a foto acima, do cineasta Silvino Santos (que filmou o documentário "No País das Amazonas" de 1922) castanheiros abraçam o tronco da castanheira. 


Nesta outra foto (acima) a castanha-do-pará com casca armazenada no porto de Nova Iorque em 1951. Destacamos que o produto garante o sustento de inúmeras populações tradicionais da Amazônia e contribui muito para a geração de renda na região. O futuro da floresta amazônica depende do bom uso de seus recursos naturais por meio da biotecnologia e também do setor de fármacos (pesquisa de plantas e animais para a produção de remédios). 


Ao final da gravação, tivemos a oportunidade de experimentar algumas amêndoas enviadas pela produção do programa para ilustrar a entrevista (na foto acima, a apresentadora Eli Benício saboreia a castanha-do-pará).
O link para que quiser assistir ao programa no Canal Futura  (Futura Play) é:

http://www.futuraplay.org/video/conexao-castanha-do-para-saiba-mais-sobre-essa-semente-brasileira/360443/


segunda-feira, 15 de maio de 2017

A Castanha do Pará no Canal Futura




Nesta terça-feira, dia 16.5, às 19:30 horas vai ao ar a entrevista que gravamos para o programa Conexão Futura, exibido no Canal Futura da Fundação Roberto Marinho. O tema será a castanha-do-pará com destaque para o lançamento do meu livro "A Castanha do Pará na Amazônia: Entre o extrativismo e a domesticação" da Paco Editorial. Este que vos escreve estará acompanhado de uma técnica da Embrapa de Rondônia e de uma nutricionista (em um link externo) para esclarecer vários questões relativas à castanha da Amazônia, conhecida no exterior como Brazil nut. No programa iremos expor aspectos relativos à história do produto, como é feita a sua coleta na floresta amazônica, as suas qualidades nutrientes e a aplicação industrial da amêndoa. No meu caso específico, também enfatizo a importância da castanha para as populações tradicionais da Amazônia e para a manutenção da floresta em pé. 
O Canal Futura pode ser acessado por meio da Net no número 87. Posteriormente o programa será reapresentado em vários outros horários (consulte a grade de programação) e ficará disponível no Futura Play no site da emissora. Não deixem de ver...

domingo, 14 de maio de 2017

Biblioteca Digital Hispânica



Desde que foi criado no final de 2011, o blog História Mundi se propõe a ser um facilitador do conhecimento, da leitura e da pesquisa. Nesse sentido estamos entregando ao leitor mais uma ferramenta para que o mesmo possa mergulhar nos livros, revistas, jornais, imagens, mapas e obras artísticas, disponíveis a partir de um simples teclado de computador ou do próprio celular. O indivíduo pode ter acesso a informações relativas a praticamente todo o campo do conhecimento, em especial às ciências humanas e explorar imagens (como a fantástica gravura de Rembrandt feita em 1637 e intitulada "Busto de homem com barba e toca com broche"). 
No caso em questão estamos nos referindo à Biblioteca Digital Hispânica (BDH). A mesma contempla obras digitalizadas que compõem a Biblioteca Nacional de España com sede em Madrid, proporcionando acesso gratuito e livre a milhares de documentos, entre os quais livros que foram impressos entre os séculos XV e XIX, manuscritos, gravuras, desenhos, cartazes, folhetos, fotografias, mapas, partituras musicais e até mesmo gravações sonoras. 


A BDH foi criada em 2008 com o objetivo de difundir o patrimônio cultural espanhol e também de cumprir um compromisso estabelecido com a União Européia de contribuir com a Biblioteca Digital Européia, também conhecida como "Europeana", a qual já se encontra disponível em nossos "links interessantes" como Europeana Collections. A proposta é que esta ultima forneça um acesso único por meio da internet para as várias instituições culturais europeias (na imagem acima, mais uma obra de Rembrandt disponível no acervo de gravuras do artista holandês, "Ancião com gorro de pele e capa de veludo" de 1632).  
O caro leitor poderá imaginar que a BDH dispõe de um acervo restrito ao seu país de origem, a Espanha. Não! Claro que se a mesma tivesse a Espanha como referência exclusiva já justificaria plenamente a sua inclusão na nossa lista de links. Mas, como é importante lembrar, grande parte da América do Sul e Central foram colonizadas pelos espanhóis e todo aquele pesquisador interessado em conhecer a cultura latino-americana poderá recorrer a esse precioso acervo. 


Da mesma forma, engana-se aquele que imagina não existir na BDH nenhuma obra ou documento sobre o Brasil. Uma pesquisa simples será o suficiente para termos ideia do enorme material de pesquisa disponível sobre a história brasileira, como por exemplo, documentos do período colonial, livros de viajantes e também a coleção cartográfica (na imagem acima, uma planta do Rio de Janeiro feita por William Stevens em 1763, na mesma época em que a cidade se tornava sede do Governo Geral brasileiro). 


Para que o leitor tenha ideia da importância do acervo disponível são mais de 70 mil monografias, 13 mil manuscritos, 35 mil desenhos, gravuras e fotos, 30 mil partituras e quase 7 mil mapas disponíveis para consultas. Nem todo esse material está disponível online, cabendo ao pesquisador verificar se na catalogação se encontra ou não o ícone com o "cadeado". De qualquer forma, é mais um recurso disponível para todos os interessados em ampliar as suas informações e conhecimentos (no mapa acima, impresso na França em 1719, temos uma ideia da dimensão das capitanias brasileiras no início do século XVIII). 


E claro, a Espanha está presente no acervo da BDH, como por exemplo, através da fabulosa coleção de gravuras do artista espanhol Goya (na imagem acima, São Francisco de Paula, sem data).
A Biblioteca Digital Hispânica passa a fazer parte dos nossos Links Interessantes...

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Entrevista sobre a Castanha do Pará no Programa Santa Receita da TV Aparecida




Nesta semana tivemos a honra de participar do programa "Santa Receita" comandado pela simpática apresentadora Claudete Troiano e de poder falar ao seu grande público sobre a história da castanha-do-pará e do lançamento do livro "A Castanha do Pará na Amazônia: Entre o extrativismo e a domesticação". Como é de conhecimento geral, Claudete Troiano (imagem acima) tem uma trajetória de sucesso na televisão brasileira inciando a sua carreira como apresentadora de programas infantis, foi atriz de telenovela, pioneira na participação das mulheres no jornalismo esportivo ao cobrir partidas de futebol na extinta Rádio Mulher (isso na década de 1970!!!!) e atuou durante praticamente duas décadas no conhecido programa "Mulheres" da TV Gazeta ao lado da também apresentadora Ione Borges. Desde 2014 comanda o programa diário "Santa Receita" na TV Aparecida que atinge com grande sucesso todo o território nacional. 


A experiência e o conhecimento da apresentadora contribuíram em muito para o bom andamento da entrevista. Na mesma pudemos expor algumas curiosidades sobre a castanha-do-pará, também conhecida como castanha do Brasil, o início da sua exploração econômica ainda no período colonial, o sucesso do produto no mercado externo, as várias possibilidades de aproveitamento da amêndoa e os problemas referentes ao desmatamento, que contribuíram para que o Brasil perdesse a condição de maior produtor para a Bolívia. Na entrevista estive acompanhado pela nutricionista Patrícia Palandi que informou a respeito das qualidades nutritivas da castanha-do-pará e das propriedades da mesma no combate ao envelhecimento. 
Um dos aspectos que despertou a curiosidade da apresentadora e da própria nutricionista foi o azeite obtido a partir da amêndoa da castanha. Felizmente pude levar uma garrafa do mesmo que ganhei ao visitar uma cooperativa de produtores de castanha na cidade de Laranjal do Jari, no sul do estado do Amapá. A dificuldade em encontrar esse azeite deve-se ao fato de sua pequena produção, uma vez que o mesmo é obtido a partir das castanhas que são rejeitadas no processo de beneficiamento por estarem quebradas. 


Além do destaque que a apresentadora deu ao lançamento do livro (imagem acima) também pudemos convidar os telespectadores para uma visita ao blog História Mundi. Ou seja, fui ao programa para divulgar o livro e acabei divulgando o blog também!
Aos que não tiveram a oportunidade de assistir a entrevista, não se preocupem! Abaixo deixo os links do próprio programa na TV Aparecida e também no Youtube onde o mesmo ficará disponível. 
No próprio site da TV Aparecida:
http://www.a12.com/tv-aparecida/multimidia/detalhes/santa-receita-livro-revela-como-a-castanha-do-brasil-ganhou-o-mundo
No Youtube: 
https://www.youtube.com/watch?v=K6zx7A9OypE&feature=share

Crédito das imagens: equipe de produção do programa Santa Receita da TV Aparecida.


Santa Receita | Livro revela como a Castanha-do-Brasil ganhou o mundo!

quarta-feira, 26 de abril de 2017

A Castanha do Pará na TV Aparecida



No próxima semana estaremos na TV Aparecida no programa "Santa Receita" apresentado por Claudete Troiano, para gravar uma entrevista a respeito do lançamento do meu livro "A Castanha do Pará na Amazônia: Entre o extrativismo e a domesticação". A mesma também contará com a participação da nutricionista Patrícia Palandi que irá falar sobre a castanha-do-pará na alimentação. 
Atenção, a entrevista irá ao ar no dia 4 de maio próximo (quinta-feira) às 15 horas. A TV Aparecida é sintonizada em todo o Brasil por antena parabólica e também através dos seguintes canais por assinatura: Net 195, Sky 178 e 374, entre outros. Em São Paulo e na Grande São Paulo pelo canal digital 41.1. 
Convido a todos a verem a entrevista e a prestigiarem o programa, que traz dicas e informações sobre saúde, culinária, artesanato e assuntos do cotidiano, com a apresentadora Claudete Troiano, conhecida por gerações de telespectadores e que dispensa apresentações.
Aguardo todos vocês...

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Anúncio Antigo 45: Curativos Band-Aid



Caro leitor, eis mais um produto que as guerras ajudaram a aperfeiçoar para o uso em nosso cotidiano. Mas, neste caso específico, o mesmo já era comercializado antes da eclosão da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). De acordo com o escritor Marcelo Duarte em seu "O Livro das Invenções" (Cia. das Letras, 1997) tudo começou com uma jovem "dona de casa" (termo um tanto quanto fora de moda, mas enfim) Josephine Dickson, que dava os seus primeiros passos como "rainha do lar" (outro termo que hoje não é muito apropriado) e que vivia machucando as mãos com cortes ou queimaduras. Coincidentemente, o seu marido Earle Dickson trabalhava na maior fabricante de curativos cirúrgicos dos Estados Unidos, a conhecida multinacional Johnson & Johnson. 
O esposo de Josephine sabia mais do que ninguém como fazer curativos. O problema era quando ele não se encontrasse em casa para socorre-la, caso se machucasse. Foi então que Dickson teve a ideia de deixar curativos prontos para Josephine utiliza-los. Para isso, o prestativo esposo fez várias combinações tentando juntar a gaze com o esparadrapo, a fim de que sua esposa pudesse colocar o curativo com apenas uma das mãos. Primeiro ele esticou um pedaço de esparadrapo sobre a superfície da mesa deixando o lado adesivo para cima, dobrando em seguida um pequeno pedaço da gaze e colocando-o bem no meio do esparadrapo. O problema era deixar o esparadrapo aberto por muito tempo, pois a superfície adesiva poderia secar. Dickson testou vários tecidos para recobrir a fita adesiva e acabou encontrando a crinolina, parecido com o cetim e que se adaptou muito bem. Para utilizar o curativo bastava Josephine remover a crinolina e cobrir o corte. 


Earle Dickson (foto acima) apresentou a ideia aos executivos da companhia e estava lançado o curativo de primeiros socorros Band-Aid. Até 1920 o produto era comercializado sem esse nome. W. Jonhson Kenyon, superintendente da já citada indústria, sugeriu o nome bandaid, da junção de band (faixa) e aid (socorro ou ajuda). Aliás, Dickson progrediu na empresa e chegou a vice-presidente, cargo que ocupava quando se aposentou em 1957. Em 1933, a Johnson & Johnson veio para o Brasil trazendo o curativo Band-Aid e o Band-Aid líquido, vendidos inicialmente para hospitais. Em 1947, portanto logo após à Segunda Guerra onde foi utilizado em larga escala, o produto foi lançado para vendas diretas ao consumidor.  O nome band-aid passou a ser referência para qualquer tipo de curativo, da mesma forma que aconteceu com outras marcas como Gillette, Xerox e Jeep. Em outros lugares, esse mesmo tipo de curativo é conhecido como emplastro. 
A Anuncio Antigo de hoje foi publicado na revista "O Cruzeiro" de 11 de outubro de 1958, página 10. Ah, por razões técnicas tive de fazer um corte no chuveiro que estava na parte superior do anúncio. Isso porque o Band-Aid, entre outras qualidades "não solta n'água"...
Foto de Earl Dickson:
https://www.kilmerhouse.com/2008/09/how-to-use-a-band-aid-brand-adhesive-bandage